Colheita de Amostras de Água de Piscinas
Uma piscina é designada como
“uma parte ou conjunto de construções e instalações que inclua um ou mais
tanques artificiais destinados à natação, lazer ou outras práticas relacionadas"
(tais como recreativas, formativas ou desportivas).
São consideradas piscinas de uso público, "as piscinas e os estabelecimentos de recreação aquática que podem ser utilizados pelo público em geral, independentemente da sua titularidade ou forma de ingresso, e estejam ou não integradas em espaços públicos municipais, clubes desportivos, escolas, parques de campismo, hotéis, complexos turísticos."
Segundo o Decreto-Lei nº82/2009, de 2 de Abril, compete à autoridade de saúde “vigiar o nível sanitário
dos aglomerados populacionais, dos serviços, estabelecimentos e locais de utilização
pública e determinar as medidas corretivas necessárias à defesa da saúde
pública”.
Desta forma, a Unidade de
Saúde Pública (USP) elabora o cadastro de todas as piscinas do Tipo 1 e 2 e
remete ao Departamento de Saúde Pública (DSP); elabora o plano de colheitas
anual segundo orientações preconizadas pelo Departamento de Saúde Pública
(DSP); dá conhecimento desse plano ao Departamento de Saúde Pública (DSP); procede
à colheita de amostras de água para análise, de forma a dar cumprimento ao
plano de colheitas; envia as amostras de água ao Laboratório de Saúde Pública
(LSP) para determinação dos parâmetros analíticos; e, envia o Modelo de
comunicação de suspensão/encerramento (caso aplicável).
É importante existir uma vigia da água das piscinas, pois a população que as utilizam transportam
consigo contaminantes químicos e microrganismos que as podem prejudicar, bem
como deteriorar as bombas, tubagens, filtros, entre outros.
A utilização de uma piscina associa vários perigos nos termos de Saúde
Pública, logo os profissionais desta área, como os Técnicos de Saúde Ambiental,
exercem ações de Vigilância Sanitária a piscinas para assegurar a existência de
planos de monitorização e vigilância desses perigos, de modo a assegurar a saúde
e segurança da população.
Após esta
breve explicação acerca da importância da vigilância das águas das piscinas, segue-se
então o desenvolvimento do procedimento para a colheita de amostras deste tipo de águas.
No meu local
de estágio foi realizado junto das tutoras de estágio, este tipo de colheitas numa piscina coberta, no qual foi
recolhida amostras para análise dos parâmetros bacteriológicos em superfície e profundidade, parâmetros físico-químicos
e no ponto de abastecimento da piscina (água de consumo humano).
Material necessário:
- 1 Frasco esterilizado de 500ml, com tiossulfato de sódio (1,8%);
- 1 Frasco de mergulho esterilizado;
- 2 Cordas esterilizadas;
- 2 Garrafas de plástico de 1,5l.
Procedimento
da Colheita:
1º Calçar os pezinhos
descartáveis, para entrar na zona da piscina;
2º Desinfetar as mãos e
retirar o papel que protege a o frasco de mergulho;
4º Desembrulhar as cordas;
5º Colocar as cordas no
frasco, acoplando-as num dos apoios laterais e no apoio da tampa;
6º Mergulhar o frasco à
profundidade desejada, com cuidado para não bater no fundo da piscina;
7º Depois de cheio, içar o
frasco;
8º Colocar o frasco no
respetivo recipiente e retirar as cordas;
9º Desinfetar novamente as
mãos;
10º Encher o frasco
esterilizado de 500ml à superfície, fazendo movimentos circulares;
11º Encher com água a
garrafa de 1,5l até uma profundidade de 20 cm, para análise dos parâmetros físico-químicos;
12º No ponto de abastecimento da piscina (ex: torneira), encher a garrafa de 1,5l com água, com escoamento prévio;
13º Colocar os dois frascos e as duas garrafas da amostra devidamente acondicionados na mala térmica com os termoacumuladores;
14º Medir os parâmetros da
Temperatura, pH e Cloro Residual, no local da colheita;
15º Preencher a ficha de
campo;
16º Por fim, entregar no Laboratório de Saúde Pública.
No âmbito da vigilância da
qualidade das águas das Piscinas é pertinente referir que ao longo destes anos
tem existido um aumento gradual da utilização das mesmas para atividades
desportivas, recreativas e terapêuticas. Esta procura tem existido em diversas
instituições, entidades públicas ou particulares, que colocam á disposição da
população um grande número de piscinas.
Desta forma, existe a
necessidade de serem realizadas colheitas de água nas piscinas, com o objetivo
de vigiar a qualidade das mesmas e assegurar o bem-estar da população.
Nas situações de potenciais
perigos na Saúde Pública, não existe uma legislação específica, que tenha
“força de lei”. Existe apenas uma Directiva CNQ 23/93, do Conselho Nacional de
Qualidade, alusiva á qualidade da água das piscinas de uso público, que é usada
apenas como uma referência.
Pode-se concluir então, que
não existe nenhum objeto de regulamentação para a qualidade da água, para a
especificação das condições de instalação e de funcionamento das piscinas. No
entanto, os Técnicos de Saúde Ambiental efetuam todos os possíveis para
vigiar este tipo de águas, com o intuito de garantir a saúde da população
que as utiliza.
Documentos de Referência:

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